Sai com o Mauricio, até que foi legal dar uma arejada na cabeça depois
daquela festa super doida, mas quem disse que essa saída for normal? Que nada,
ele ficou de me buscar em casa e cumpriu isto, até ai tudo bem. Fomos até o
estádio na maior paz, o dia estava lindo, com um sol quentíssimo, até chegarmos
lá dentro, sentarmos e o jogo começar. Não deu dez minutos, o céu escureceu e o
sol ficou coberto pelas nuvens, choveu tanto que a minha maquiagem escorreu e o
meu cabelo ficou como o de um leão. O lugar onde estávamos sentados não era
coberto, e o Mauricio, fanático do jeito que era, não quis ir embora, até
pensei em ficar ali com ele, mas eu estava ficando com frio e a ultima coisa
que queria agora era ficar gripada.
Chego em casa
irritada, aquele ordinário não me deu dinheiro nem para pegar um taxi, peguei
um ônibus lotado com um cara que fedia a nhaca, o dia não poderia ficar pior. O
celular toca, e vejo que é a minha amiga Ediana, aquela que eu tinha falado
antes pra vocês. Aquela precisa da minha ajuda, mesmo eu não sendo uma expert
em relacionamentos.
– Oi Silvanna. Tudo
bem? – Ela fala.
– Só tomei um banho de
chuva e peguei um ônibus lotado.
– Ah, você foi ao
jogo.
– Sim. E acho que vou
pegar uma gripe por causa disso.
– Lembra-se daquele
garoto com quem eu estava saindo?
– Claro.
– Pois é, ele me deu
um fora ontem. – Ela falou triste.
– Nem te preocupa
amiga, tem muitos outros garotos ai mais bonitos que te merecem.
– Sabia que você ia me
animar.
Conversamos mais um
pouco pelo telefone, descobri que eu não sou a única azarada nisto tudo.
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